LII como funcionários
Trabalham com cuidado, cumprem o que prometem e dizem claramente quando não sabem algo. Funcionam melhor com uma chefia que explica a lógica da tarefa. Se não enxergam o motivo, geralmente não se opõem, mas podem cumprir apenas ao pé da letra, sem iniciativa adicional.
Relatórios periódicos, demonstrações públicas do progresso e eventos sociais informais são mais difíceis. Uma boa chefia avalia a qualidade do resultado e ajuda a torná-lo visível, sem interpretar o silêncio numa reunião como concordância.
LII como colegas
Os colegas contam com eles como revisores atentos: os LII encontram contradições num documento e fazem perguntas que deveriam ter sido feitas antes do início do trabalho. Não levam uma discordância de ideias para o lado pessoal e valorizam argumentos fortes.
Mesmo assim, outras pessoas podem interpretar uma objeção como crítica pessoal. Uma breve introdução antes do comentário costuma evitar esse mal-entendido. É especialmente difícil lidar com quem impõe uma opinião pela insistência ou pelo cargo; eles podem se calar, e os outros confundem silêncio com concordância.
LII como gestores
Eles lideram por meio de regras claras, que também se aplicam a si próprios. A equipe encontra critérios justos e espaço para discordar quando há bons motivos. Porém, confrontos pessoais, funcionários que fogem da responsabilidade e uma equipe esgotada exigem presença e firmeza — justamente seus pontos mais difíceis. É útil ter um parceiro que assuma as conversas diretas enquanto os LII constroem o sistema.
Pontos fortes
- O trabalho quase não precisa de revisãoadmitem com franqueza os limites do que sabem, mas a ausência de erros muitas vezes passa despercebida.
- Encontram problemas antes que apareçampercebem onde o sistema vai falhar, embora um alerta sem exemplo concreto talvez não seja levado a sério.
- Criam regras duradouraspartem de um princípio, não de soluções provisórias. Às vezes, essas regras não contemplam bem as exceções.
- Avaliam sem favorecimentosconsideram o trabalho, não a proximidade pessoal nem o cargo. Ainda assim, podem deixar de lado as circunstâncias da pessoa.
- Aceitam críticas técnicas com tranquilidademudam o trabalho quando o argumento é válido, mas podem achar que um comentário sobre o tom não vem ao caso.
- Não entram em facçõesmantêm a coerência mesmo quando a chefia muda, mas decisões sobre eles podem acontecer sem sua participação.
Pontos fracos
- Não contam seus resultadosacreditam que a qualidade fala por si, e outra pessoa pode levar o crédito ao apresentar o trabalho.
- Não mantêm contato periódiconão atualizam o andamento se isso não fizer parte de um procedimento fixo.
- Ficam em silêncio nas reuniõesdeixam de compartilhar observações importantes quando ninguém lhes pergunta diretamente.
- Escrevem um comunicado quando seria melhor conversarexplicar a regra por escrito não substitui falar com quem evita suas responsabilidades.
- Aperfeiçoam além do necessáriocontinuam polindo o trabalho quando não combinaram antes o critério para encerrá-lo.
- Perdem influência em ambientes de intrigaafastam-se de disputas por lealdade e pressão; precisam de alguém que ajude a dar visibilidade ao seu trabalho.


